Quinta-feira, Julho 09, 2009

Abrigo São Gabriel - Visita março - 2009
PEDALADA DA NOITE

Família, doação, caridade, amor ao próximo.

Da minha formação familiar, aprendi repartir, ajudar e ser ajudado. Cresci sob orientação religiosa, participei de grupos de criança, adolescente e do coral da igreja de São Cosme e São Damião no bairro da Liberdade. Foi lá que pela primeira vez visitei abrigos e orfanatos levando doações de roupas e alimentos arrecadados em gincanas. Os anos se passaram e a convite de amigos passei algumas horas tocando para idosos no Abrigo São Gabriel. Em outra ocasião toquei num bingo cujo objetivo era o de conseguir fundos para a construção da nova casa, já que haviam recebido a doação de um terreno. Em outra visita fui acompanhado de minha avó, mãe e meu filho.
Convidado por Fernando Carvalho participei alguns meses distribuindo sopa e pão pelas ruas da cidade baixa, juntamente com Carlos Ribeiro (Carlão). Obra essa, realizada por espíritas do Centro espírita Leopoldo Machado. Mas a rua nos intimidou. Isso mesmo: ficamos intimidados pela marginalidade que se mistura aos moradores de rua que com sua presença impedem os necessitados de receber o alimento, muitas vezes esperado ao longo do dia para poder dormir com o mínimo de conforto alimentar.
Após alguns meses nos cobrávamos em relação às nossas atividades no que diz respeito aos trabalhos sociais. Resolvemos então visitar a cada mês uma instituição e, no último dia 10/03/09 enviamos aos amigos um e-mail solicitando uma “DOAÇÃO”. Mas não só de doação material vive o homem! Precisamos doar tempo, atenção. Então sábado dia 14/03/09 a família Pedalada da Noite iniciou suas atividades visitando o
Abrigo São Gabriel. O abrigo cuida de 53 idosos necessita de voluntários para ajudar a causa que abraçou desde 1999 que é “acolher idosos carentes, principalmente aqueles sem familiares, desprovidos de documentação que lhes facultem aposentadoria e portadores de doenças crônicas e outros com incapacidades físicas.”
Se você é manicure, cabeleireiro (a), enfermeira(o) e dispõe de um tempo,
abrace esta causa.

FAÇA UM IDOSO FELIZ!

Paulo Pitta









Fotos: Fernando Carvalho






Adiane Pita Oliveira, baiana, guerreira um astral invejável. Em 2008 fez algumas apresentações como convidada juntamente com o grupo Fonte de Vida. Tive a oportunidade de estar presente em uma dessas apresentações e com a minha lente registrar momentos porque não dizer: Mágicos.
Paulo Pitta

Afetividade,
Um Toque para Vida
XVI Encontro Nacional de Arte, Lazer e Cultura
para a 3ª Idade – Setembro 2008

Espetáculo de abertura

Quem é “Rei” sempre será majestade
Espetáculo de dança repleto de vivencias, que retratam a afetividade, através da reciprocidade, utilizando a expressão corporal, ludicidade, sensações e símbolos como veículo de ligação dos corpos presentes. Seguindo o fluxo contínuo do tempo respeitando limites e possibilidades, deixando a música, as sensações e os sonhos embalarem o imaginário.
Jogue para trás tudo que não lhe pertence mais, viva intensamente o presente. Uma sucessão de “aqui” e “agora”, várias idades interagindo e nessa cadeia de imagens os complexos corpos diferentes se entrelaçam, compartilhando com o público um toque de amor, pois quem é Rei, sempre será majestade.



Ficha técnica
Direção e Concepção: Tânia Bispo
Assistente de Direção e Preparação Técnica: Syssa Mercuri
Coreografia: Tânia Bispo e Syssa Mercuri
Cenário: Denny Neves
Figurino e adereço: Denny Neves
Iluminação: João Batista
Direção Musical e voz na música “Dust in the Wind”: Verônica Santos
Violão: Otto Bruno
Percussão: Fernando Trancinha
Elenco: Grupo Fonte de Vida
Dançarina convidada: Adiane Pita Oliveira
Coordenação do Evento: SESC Rua Chile

Sexta-feira, Maio 15, 2009

Charles Pita, baiano, atualmente morando em Sevilla Espanha, faz sucesso tocando músicas próprias, clássico da MPB e bossa nova, com o grupo Mezclamanos.Charles Pita, foi líder da banda Parabólica que juntamente com Sérgio Pita deram uma nova cara ao cenário da música em Salvador. Abaixo, entrevista concedida por e-mail ao blog Notícia Boa.
PP – Quando começou a Banda Parabólica, e quando terminou?
Charles Pita - sabe que eu não sei, acho que em 1992 ou 1993 terminar,
terminar nunca terminamos nada !!!!!
PP – De quem foi a idéia de formar a banda, e por que esse nome?
Charles Pita - minha, eu queria um nome que desse a idéia de mistura, liquidificador mesmo e estava na moda as antenas parabólicas.....e ai veio a idéia do desenho de uma cabeça que dos dreads saiam cabos de guitarra, tomadas, antenas, chips de computador ou seja nossas cabeças eram as PARABÓLICAS!!!
PP – Que artistas influenciaram o som da banda?
Charles Pita – Gil, Caetano, Gurdurinha, Luiz Gonzaga, Dorival Caymmi, Luiz melodia, Dafé, Paulinho Camafeu, Tim Maia, Stell Pulse, Bob Marley, black music americana dos 70, ou seja tudo que ouvíamos....
PP – A base da banda, era você e Sérgio Pita. Fale um pouco da contribuição dos músicos que passaram pela banda.
Charles Pita – Bom, essa história é um pouco louca... na verdade, eu fui chamado por uns colegas para cantar e tocar violão com uma base que já existia, Marcos Vinícius na batera, Renzo Sucucato no baixo e Zoroastro na guitarra, era uma galera de brotas e tocávamos MPB na noite de salvador e depois de um tempo o guitarrista saiu e eu chamei o Sérgio Pita (hoje Paralelo4), depois de um tempo saiu o Renzo e entrou o Gustavo, ai já era Parabólica com minhas musicas e tal... depois de um tempo o Marcão saiu e entrou Flavinho que hoje toca com o Vixe Mainha, Tilson Santana, teclados (diamba), Tito Vinícius, teclado, Israel, Baixo(paralelo4), Ruben do bem, baixo, Juninho baixo.... bom, todos contribuíram muito para o som da PARABÓLICA... somos uma família !!!!
PP – Qual a contribuição da banda Parabólica no cenário da música baiana?
Charles Pita - não sei !!!!
PP – Como você se sente, sabendo que muitas pessoas ainda lembram-se da banda com muito carinho?
Charles Pita – Legal, isso da galera perguntar por onde anda a banda, se estamos tocando e tal , eu quero ver se na próxima ida minha para salvador eu monto um repertorio com a galera e vamos fazer uma festa !!!
PP – Como músico, você participou de algumas edições do Festival de música do Olodum. Você acha que estas participações ajudaram no reconhecimento da banda?
Charles Pita - sim, tocamos algumas vezes como convidados do Olodum, e claro que ajudou da última vez eu me lembro tocamos para mais de 10.000 pessoas no pelourinho... essa foi umas das maiores experiências que eu tive em um palco!!!
PP – Qual a sua opinião sobre a música baiana hoje?
Charles Pita - a música baiana como um todo, é muito rica, esse ano eu estive ai em salvador e conversando com meus amigos vimos que é impressionante a quantidade de bandas e estilos que estão tocando em salvador, isso pra não falar nas outras cidades, vivendo na España há seis anos me dei conta da grandiosidade de nossa cultura musical.... já se falando de axé music é miócalá !!!!! matute ai !!!
Em sua visita a Salvador, deu uma canja na festa de Iemanjá com a banda Paralelo 4.

Quinta-feira, Março 05, 2009


Paulo Pitta nasceu em Salvador, BA, em 14 de janeiro de 1972.

Começou a tocar aos 12 anos de idade, quando foi presenteado com seu primeiro violão por Amélia, sua mãe, grande incentivadora de seu trajeto musical. Aos 14 anos já participava do coral na paróquia de São Cosme e São Damião no bairro da Liberdade.

Por influência de seu primo Charles Pitta, passou a escutar e tocar músicas de Djavan, Gilberto Gil, Caetano Veloso, João Bosco, Jorge Ben Jor, Cláudio Zoli, Roberto Carlos entre outros grandes nomes da MPB.

Integrou o grupo Estação Outono com Herval Tavares, André Lira e Ricardo Borges, partindo depois para um trabalho a três com Ricardo Borges e Helen. Passou a tocar em festas particulares sempre que solicitado e, recentemente, apresentou-se para os funcionários da empresa Danton Veículos no Dia do Amigo, ao lado de Paula Sampaio. Com esta cantora participou também do Painel Liberdade, evento realizado pelo Movimento Cultural Artpoesia.

Hoje, além dos grandes músicos da MPB, reúne influencias de novos talentos, como Jair Oliveira, Zé Ricardo, Daniel Carlomagno, Max de Castro, Wilson Simoninha e do baiano Elpídio Bastos. Prepara-se atualmente para mostrar seu talento, criando um repertório essencialmente brasileiro, mas que integra as influencias da black music - soul e funk – que tanto se harmonizam com os nossos próprios ritmos: o samba, a bossa...

Como poucos autodidatas, Paulo Pitta – de temperamento perfeccionista - consegue aliar ritmo e harmonia, em um casamento ideal. Acordes e tons se unem para gerar uma batida contagiante. Ouvir Pitta é ao mesmo tempo prazeroso e instigante. Uma elegia ao bom gosto musical.





Beatriz Fiais
Dani Valim